28/11/2013

POSITIVISTA

O positivismo é uma corrente ideológica que surgiu na França no século XIX. Seu fundador foi o filósofo Augusto Comte, que defendia a implantação do Estado como um organismo autoritário, que, para ele, era a única via capaz de promover o desenvolvimento da sociedade, bem como a construção de uma ordem social harmônica. Comte tinha como princípio que a harmonia social advinha do progresso por meio da ordem. O cenário político ideológico brasileiro experimentou essa concepção histórica a partir da segunda metade do século XIX. Essa corrente ideológica se difundiu de forma muito rápida na Europa, espalhou- se por outras partes do mundo e chegou até mesmo ao Brasil, o que influenciou decisivamente os pensadores do sistema político republicano brasileiro. Não é necessário fazer uma exaustiva pesquisa para constatar a influência da concepção positivista no cenário político brasileiro, é só olharmos a bandeira brasileira que encontramos o pensamento positivista na célebre e conhecida expressão “ordem e progresso”, de autoria de Benjamim Constant, que recebeu o apoio de outros ilustres positivistas brasileiros para que esse pensamento fosse ostentado orgulhosamente no país. O que significa dizer que o progresso no país só seria possível se obedecesse a uma sequência linearmente ordenada. O positivismo, enquanto corrente ideológica, propôs como prática para a construção histórica a escrita de sucessão de acontecimentos que tinham por base um fato histórico isolado. A preocupação para a construção histórica estava centrada, segundo Lopes (1989, p. 23), [...] sobretudo em guerras, batalhas, personagens, grandes feitos, grandes heróis. Todos mortos. E assim a história, tratada a distância, assepticamente, quase nada ou nada mesmo explica, embora exerça marcada influência na compreensão do histórico em quanto têm acesso à escola, o que é extremamente conveniente à manutenção da ordem. Observamos que, no positivismo, não existe a preocupação com uma construção histórica, cujo respaldo seja a vida cotidiana das pessoas, mas uma produção historiográfica baseada nos “grandes” acontecimentos, distantes da realidade vivida pela sociedade. Cruz (2001, p. 67-68) afirma que A concepção positivista da história é caracterizada pela ideia de um conhecimento absoluto definitivo comprovado pelos “fatos” [...] a visão ingênua e mesmo depreciativa de história que transparece nas referências [...] nomes e datas à cultura inútil são frutos do ensino de história que ainda predomina em nossas escolas. Nesse contexto, observamos que a concepção positivista da história é pensada como uma sucessão ordenada dos fatos, para que o progresso possa fazer parte das atividades da sociedade e também desfrutado por essa sociedade em suas ações cotidianas. Essa concepção é também conhecida como história tradicional, pela sua característica própria de ver e construir a história. Para o positivismo, a sociedade aparece como uma estrutura harmônica que obedece a uma hierarquia social de forma natural, por acreditar que todos os fenômenos físicos e sociais são regidos por leis naturais invariáveis, sem depender da ação do homem. No campo da ciência, o positivismo pauta-se no “ver para prever”. Diante dessas características do positivismo, os fenômenos devem ser estudados como objetos e coisas. O método é simplesmente um conjunto de regras procedimentais nas ações adotadas no processo historiográfico.

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